De uns tempos pra cá, o que mais tem me deixado feliz são os hiatos da vida.
Dez dias de sonho. Foi como se a pausa tivesse sido acionada por um período mais longo. Deixamos para trás as notícias de jornal, a rotina, tudo. Éramos dois em um, mergulhados num mar de vulcões e neve, curtindo cada minuto em estado de sono profundo. Coma. Cama. Preocupação zero.
Vida longa aos hiatos. Saudades...
segunda-feira, julho 24, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Ora, francamente!
Diz pra mim: o que tem na cabeça um sujeito que acorda cedo para ir vaiar os jogadores da seleção no aeroporto? E um outro que toca fogo numa escultura do Ronaldinho? Ora, francamente! Essa cobrança do povo brasileiro em cima desses meninos me irrita profundamente. As pessoas deveriam é estar cobrando outra coisa de outras pessoas... E o sensacionalismo da imprensa?! Esse aí, nem se fala! A Copa do Mundo é um jogo, apenas isso. Um dia se ganha, outro se perde. Deve ser visto como puro entretenimento e não como a grande esperança de uma nação. O problema é que o brasileiro não tem mais a quem recorrer, em quem depositar suas esperanças. E aí, sobra para Ronaldo e cia. Chega a ser ridículo ver como as pessoas se comportam diante de tudo isso, enquanto tantas coisas mais tristes e mais importantes acontecem por aí. Quanta raiva, quanto ódio no coração!! Mas, onde estão o ódio e a raiva quando são realmente necessários para, por exemplo, protestar contra a violência, contra o governo, contra o caos nos hospitais??? É a força misteriosa do futebol! Como se o hexacampeonato fosse resolver todos os problemas do país e tirar o Brasil do fundo do poço! Ora, francamente...
quarta-feira, junho 28, 2006
Déjà Vu
Esperava o sinal fechar quando a chuva começou a cair. Pingos finos ajudavam a engordar ainda mais a poça que antes ali se formara. Olhava fixamente aquela água suja tomar diversas formas, quando entrou numa espécie de transe. O sinal fechou, abriu, fechou, abriu... E ela continuava lá, estática. A buzina desagradável de um veículo que não mais deveria circular em vias públicas a despertou e, finalmente, conseguiu atravessar. O dia passou normalmente, a chuva apertou, o arco-íris apareceu, o frio castigou. Na volta para casa, já tarde da noite, abriu a janela do carro e deu um pedaço de bolo ao menino malabarista. O sinal piscou laranja e ela disse a si mesma: "Hora de me recolher!" Fez o caminho de sempre, abriu a porta de casa e foi dormir com uma forte sensação de déjà vu...
segunda-feira, junho 26, 2006
Extra! Extra!
Pára tudo! Pára o tratamento do Robinho na Alemanha, o derretimento das calotas polares e pára esse bonde que eu quero descer! Hoje, quase dei um beijo na boca de um técnico da prefeitura. Calma, eu explico: é que o cara chegou na sala onde trabalho, para localizar o foco das terríveis criaturas que tanto atormentam a mim e a meus coleguinhas: mosquitos de todos os tamanhos e cores, vindos das profundezas do poço do elevador!!! Ele parecia um daqueles ghostbusters e eu a mocinha indefesa do filme, dando todas as informações necessárias para que seu plano diabólico contra os maquiavélicos voadores funcionasse. Amigos, queridos 4 leitores assíduos do "Mente Inquieta", pode parecer besteira, mas voltei para casa com uma sensação única... Era como se eu fosse aquela atriz dos comercias dos "Perfumes de Vinólia". De repente fiquei forte, minha auto-estima disparou no gráfico e vi que problemas aparentemente sem solução podem ser resolvidos (será?) de uma hora para outra... Agora vai tudo voltando ao normal, aquele estado de êxtase já está melhorando e a vida continua. Hã? Eu, louca?! Pára esse bonde que eu quero descer já!!!
quinta-feira, junho 22, 2006
Menos
Sopinha noturna servida na louça semi-nova. Vela de odor adocicado acesa. O frio entra pela fresta da janela, sem piedade. A conversa começa e ela ouve: "Você precisa levar a vida menos a sério".
A Tv está ligada. No ar: "Belíssima". Ela não presta a menor atenção no que se passa a sua volta. De repente, alguém lhe diz: "Você precisa levar a vida menos a sério".
Galeria Ouro Fino, São Paulo. Ela passeia por entre lojas de roupas moderninhas e gente estranha, com vestimentas esquistas. Desce a escada rolante e ouve: "Você precisa levar a vida menos a sério".
Você acredita em sinais? Ela acredita. E já está começando a enfiar o pé na jaca!
A Tv está ligada. No ar: "Belíssima". Ela não presta a menor atenção no que se passa a sua volta. De repente, alguém lhe diz: "Você precisa levar a vida menos a sério".
Galeria Ouro Fino, São Paulo. Ela passeia por entre lojas de roupas moderninhas e gente estranha, com vestimentas esquistas. Desce a escada rolante e ouve: "Você precisa levar a vida menos a sério".
Você acredita em sinais? Ela acredita. E já está começando a enfiar o pé na jaca!
sexta-feira, junho 09, 2006
Criatividade Zero
Na falta de criatividade para dar vida a um daqueles textos que meus 3 leitores assíduos adoram, aqui vão algumas frases bacanas:
"Um homem é um sucesso se pula da cama pela manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta." - Bob Dylan
"A imaginação é mais importante que o conhecimento." - A. Einstein
"Pensamos demasiadamente e
Sentimos muito pouco…
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."
- Charles Chaplin
"Quanto mais um homem se aproxima de suas metas, tanto mais crescem as dificuldades." - J. W. von Goethe
"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns." - P. Drucker
"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez." - Jean Cocteau
"A distância mais longa é aquela entre a cabeça e o coração." - T. Merton
"O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus." - F. Fellini
"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos" - E. Roosevelt
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." A. Einstein
"Um homem é um sucesso se pula da cama pela manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta." - Bob Dylan
"A imaginação é mais importante que o conhecimento." - A. Einstein
"Pensamos demasiadamente e
Sentimos muito pouco…
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."
- Charles Chaplin
"Quanto mais um homem se aproxima de suas metas, tanto mais crescem as dificuldades." - J. W. von Goethe
"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns." - P. Drucker
"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez." - Jean Cocteau
"A distância mais longa é aquela entre a cabeça e o coração." - T. Merton
"O cinema é o modo mais direto de entrar em competição com Deus." - F. Fellini
"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos" - E. Roosevelt
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." A. Einstein
terça-feira, maio 30, 2006
O Corte
Minha gente, fui ao cinema ver um filme sensacional: O Corte, do grego Costa-Gavras.
Antes de falar sobre o filme, pausa para um momento "tira-onda"... Quando entrevistei Gavras, nunca ia imaginar que ele faria um filme tão cheio de humor negro (um dos meus gêneros prediletos) e realidade. Tudo num filme só. Não que eu tenha duvidado de sua genialidade. Não, isso não ocorreu em momento algum. Mas que o moço me surpreendeu, ah surpreendeu.
O filme conta a história de um super executivo da indústria de papéis, Bruno Davert (interpretado por uma espécie de Kevin Spacey francês) que, de repente, se vê fazendo parte das estatísticas do desemprego em seu país. Seu desespero é tamanho, que faz com que tenha uma brilhante idéia: publica um anúncio no jornal, como se a empresa contratante fosse ele. Não dá outra: milhares de currículos são enviados para a caixa postal. Bruno, por sua vez, recebe esses currículos e seleciona quem são seus concorrentes diretos para o cargo que deseja, numa determinada empresa. E aí? Resolve assassinar um por um para que a vaga seja sua.
Bom, não vou dizer que a idéia foi original, pois há alguns meses lemos no jornal que uma mulher, aqui no Brasil, matou dois colegas de trabalho porque queria tomar as vagas anteriormente ocupadas por eles. Gavras fez nada mais, nada menos, que um filme real. Quase um documentário. Cheio de humor (que para mim é negro) e com diálogos incríveis sobre a loucura que assola a vida do homem moderno. Só espero que o cineasta não tenha inspirado as pessoas com esse filme. O que vai ter de executivo morrendo, não vai estar no gibi! No fundo, no fundo é ficção, viu gente?!
Recomendo a todos. Agora vocês me dão licença, que vou iniciar a carnificina das colegas apresentadoras de TV... Ops!
Antes de falar sobre o filme, pausa para um momento "tira-onda"... Quando entrevistei Gavras, nunca ia imaginar que ele faria um filme tão cheio de humor negro (um dos meus gêneros prediletos) e realidade. Tudo num filme só. Não que eu tenha duvidado de sua genialidade. Não, isso não ocorreu em momento algum. Mas que o moço me surpreendeu, ah surpreendeu.
O filme conta a história de um super executivo da indústria de papéis, Bruno Davert (interpretado por uma espécie de Kevin Spacey francês) que, de repente, se vê fazendo parte das estatísticas do desemprego em seu país. Seu desespero é tamanho, que faz com que tenha uma brilhante idéia: publica um anúncio no jornal, como se a empresa contratante fosse ele. Não dá outra: milhares de currículos são enviados para a caixa postal. Bruno, por sua vez, recebe esses currículos e seleciona quem são seus concorrentes diretos para o cargo que deseja, numa determinada empresa. E aí? Resolve assassinar um por um para que a vaga seja sua.
Bom, não vou dizer que a idéia foi original, pois há alguns meses lemos no jornal que uma mulher, aqui no Brasil, matou dois colegas de trabalho porque queria tomar as vagas anteriormente ocupadas por eles. Gavras fez nada mais, nada menos, que um filme real. Quase um documentário. Cheio de humor (que para mim é negro) e com diálogos incríveis sobre a loucura que assola a vida do homem moderno. Só espero que o cineasta não tenha inspirado as pessoas com esse filme. O que vai ter de executivo morrendo, não vai estar no gibi! No fundo, no fundo é ficção, viu gente?!
Recomendo a todos. Agora vocês me dão licença, que vou iniciar a carnificina das colegas apresentadoras de TV... Ops!
sexta-feira, maio 19, 2006
Ciclo
As chaves abrem a porta e lá está aquela sala marrom, cheia de papéis e mobília velha, onde a modernidade jamais foi convidada a entrar. Ela senta, espera sua vez de... Deixa pra lá. As dores no pescoço são freqüentes e em outros locais (internos) do corpo também. Pensa na vida, nas contas a pagar, na saúde, na família, na unha que não faz há semanas... Ela está equilibrada, consciente, pé no chão. O telefone toca, mas ela não atende. Chega a sua vez. Vai. Seus dedos estão cansados. A escrita, agora, lhe faz mal. Parte. Parte aliviada, em busca do conforto do lar. Em busca de descanso. Em busca de paz. Ela os encontra, mas sabe que, mais cedo ou mais tarde, as chaves vão abrir a porta de novo e o ciclo vai recomeçar.
quarta-feira, maio 17, 2006
Gatinha Mimi
No consultório psiquiátrico...
ANA (sub-texto: que saco esse psiquiatra): Oi, Conrado!
CONRADO (sub-texto: hummm... ela deu uma engordada): Bom dia, Ana!
ANA (sub-texto: ai, hoje ele está com mau-hálito): O dia hoje não está nada bom...
CONRADO (sub-texto: lá vem ela com mais uma história escabrosa de bichinhos): O que houve?
ANA (sub-texto: já que estou aqui, vou contar): Minha gatinha Mimi... Sempre que dou leite para ela, seguro sua cabeça, pois Mimi tem um probleminha de fundo nervoso e não consegue parar quieta. Só que, desta vez, me desliguei do que fazia e não vi que fiz força demais com a cabecinha dela e afoguei a bichinha no leite. Só percebi quando Mimi não mais resistia à minha força. Quando olhei, vi Mimi morta. Seu pelo branco se confundia com o leite e, aí, não consegui segurar e vomitei. Ai, doutor, estou péssima.
CONRADO (sub-texto: preciso segurar minha vontade de rir...): Quantos anos tinha Mimi?
ANA (sub-texto: como assim?): Três aninhos. Era linda, branquinha, branquinha.
CONRADO (sub-texto: ainda bem que ela me paga...): Mimi, quero dizer, Ana, desconfio que você esteja com a mente inquieta demais, o que faz você ter uma hiper-sensibilidade neural, formada por uma vascularização exagerada dos neurônios, provocando, assim, um surto de criatividade incontrolável.
ANA (sub-texto: ah, tá...): Compreendo perfeitamente.
CONRADO (sub-texto: compreende?): Veja bem: há três semanas você vem contando historinhas, onde os bichinhos mais fofos sofrem uma espécie de terror bizarro. Lembra da joaninha que teve suas asas arrancadas com pinças, do coelhinho que prendeu o pé na grade da gaiolinha e teve gangrena e do canarinho que se engasgou e morreu por asfixia? Agora foi a vez de Mimi... Na verdade, Ana, nada disso existe, está tudo em sua imaginação.
ANA (sub-texto: esse cara é muito chato e é mais doido que eu): Será, então, que devemos mudar de assunto?
CONRADO (sub-texto: um, dois, três e já): E aí, já comprou seu vestido de noiva?
ANA (sub-texto: quê?): Doutor, eu não vou casar...
Silêncio sepulcral.
ANA (não deu tempo para o sub-texto): Hã, hã... Sim, comprei. É lindo: preto, com brilhos dourados. Na cabeça, colocarei um enfeite de couro de avestruz, no pé uma sandalinha de couro, que comprei no artesanato lá perto de casa. Ih, menino, cê sabe que meu noivo é um deus grego, né...
xxx
Não adianta insistir. Às vezes não tem cura mesmo...
ANA (sub-texto: que saco esse psiquiatra): Oi, Conrado!
CONRADO (sub-texto: hummm... ela deu uma engordada): Bom dia, Ana!
ANA (sub-texto: ai, hoje ele está com mau-hálito): O dia hoje não está nada bom...
CONRADO (sub-texto: lá vem ela com mais uma história escabrosa de bichinhos): O que houve?
ANA (sub-texto: já que estou aqui, vou contar): Minha gatinha Mimi... Sempre que dou leite para ela, seguro sua cabeça, pois Mimi tem um probleminha de fundo nervoso e não consegue parar quieta. Só que, desta vez, me desliguei do que fazia e não vi que fiz força demais com a cabecinha dela e afoguei a bichinha no leite. Só percebi quando Mimi não mais resistia à minha força. Quando olhei, vi Mimi morta. Seu pelo branco se confundia com o leite e, aí, não consegui segurar e vomitei. Ai, doutor, estou péssima.
CONRADO (sub-texto: preciso segurar minha vontade de rir...): Quantos anos tinha Mimi?
ANA (sub-texto: como assim?): Três aninhos. Era linda, branquinha, branquinha.
CONRADO (sub-texto: ainda bem que ela me paga...): Mimi, quero dizer, Ana, desconfio que você esteja com a mente inquieta demais, o que faz você ter uma hiper-sensibilidade neural, formada por uma vascularização exagerada dos neurônios, provocando, assim, um surto de criatividade incontrolável.
ANA (sub-texto: ah, tá...): Compreendo perfeitamente.
CONRADO (sub-texto: compreende?): Veja bem: há três semanas você vem contando historinhas, onde os bichinhos mais fofos sofrem uma espécie de terror bizarro. Lembra da joaninha que teve suas asas arrancadas com pinças, do coelhinho que prendeu o pé na grade da gaiolinha e teve gangrena e do canarinho que se engasgou e morreu por asfixia? Agora foi a vez de Mimi... Na verdade, Ana, nada disso existe, está tudo em sua imaginação.
ANA (sub-texto: esse cara é muito chato e é mais doido que eu): Será, então, que devemos mudar de assunto?
CONRADO (sub-texto: um, dois, três e já): E aí, já comprou seu vestido de noiva?
ANA (sub-texto: quê?): Doutor, eu não vou casar...
Silêncio sepulcral.
ANA (não deu tempo para o sub-texto): Hã, hã... Sim, comprei. É lindo: preto, com brilhos dourados. Na cabeça, colocarei um enfeite de couro de avestruz, no pé uma sandalinha de couro, que comprei no artesanato lá perto de casa. Ih, menino, cê sabe que meu noivo é um deus grego, né...
xxx
Não adianta insistir. Às vezes não tem cura mesmo...
segunda-feira, maio 15, 2006
Umbigo?!
Quando olho a vida do umbigo para dentro, vejo que muita coisa pode melhorar, descubro insatisfações que sofrem caladas e tenho um desejo louco de mudança radical e imediata.
Quando olho a vida do umbigo para fora, me acho a pessoa mais sortuda do mundo, agradeço a Deus por tudo e acho que nada deve mudar. Nada, nada, nada.
Quando penso no umbigo para dentro e no umbigo para fora, concluo: que maravilha seria se eu conseguisse sempre equilibrar os dois. É bem verdade que, às vezes, consigo.
Bem, amigos, e quando penso que já é tarde da noite e estou escrevendo sobre esse trem de umbigos... Percebo que, das duas uma: ou esqueci de tomar o remédio "tarja preta", ou caí da pia quando era apenas uma criança, dona de uma mente calma e indefesa.
Quando olho a vida do umbigo para fora, me acho a pessoa mais sortuda do mundo, agradeço a Deus por tudo e acho que nada deve mudar. Nada, nada, nada.
Quando penso no umbigo para dentro e no umbigo para fora, concluo: que maravilha seria se eu conseguisse sempre equilibrar os dois. É bem verdade que, às vezes, consigo.
Bem, amigos, e quando penso que já é tarde da noite e estou escrevendo sobre esse trem de umbigos... Percebo que, das duas uma: ou esqueci de tomar o remédio "tarja preta", ou caí da pia quando era apenas uma criança, dona de uma mente calma e indefesa.
Mãe...
Quem é essa mulher, que me olha curiosa e feliz?
Essa mulher que me admira, que deixa escorrer uma lágrima enquanto eu choro e faço meu primeiro contato com o mundo real. Agora, longe da proteção da placenta, ouço bem de pertinho a voz que ouvi de longe, durante nove meses. Ela tem uma ansiedade de criança, traz orgulho nos olhos e emoção nas palavras. Ela me ama incondionalmente. Essa mulher é a MINHA MÃE.
Que muitos dias como esse se repitam em nossas vidas!
Essa mulher que me admira, que deixa escorrer uma lágrima enquanto eu choro e faço meu primeiro contato com o mundo real. Agora, longe da proteção da placenta, ouço bem de pertinho a voz que ouvi de longe, durante nove meses. Ela tem uma ansiedade de criança, traz orgulho nos olhos e emoção nas palavras. Ela me ama incondionalmente. Essa mulher é a MINHA MÃE.
Que muitos dias como esse se repitam em nossas vidas!
domingo, maio 14, 2006
Tolerância
A chama vira cera, a madeira cinza, o incenso pó... E tudo o que ela quer é acordar e mudar o mundo.
Ela quer...
Virar Buda.
Virar Madre Tereza.
Virara Dalai Lama.
Virar Jesus Cristo.
Virar Cleópatra.
Virar Midas.
Ao acordar, percebe que não é capaz de mudar o mundo e que abraçá-lo pode ser ruim. Perecebe que, se virar tudo isso de uma só vez, atrapalha. E percebe que o remédio para as suas principais inquietudes chama-se TOLERÂNCIA.
Ela quer...
Virar Buda.
Virar Madre Tereza.
Virara Dalai Lama.
Virar Jesus Cristo.
Virar Cleópatra.
Virar Midas.
Ao acordar, percebe que não é capaz de mudar o mundo e que abraçá-lo pode ser ruim. Perecebe que, se virar tudo isso de uma só vez, atrapalha. E percebe que o remédio para as suas principais inquietudes chama-se TOLERÂNCIA.
quarta-feira, maio 10, 2006
Sumi do mapa
Queridos leitores, estou numa fase nada assídua no blog... Mil perdões. Volto em breve!
terça-feira, abril 25, 2006
"Caatinga" de Bode
O Sol nascia e lá estávamos nós na estrada, em busca de mais uma encantadora história da caatinga paraibana. Quantas riquezas, quantos personagens! Nossa base era em Campina Grande, a cidade da moscas! Nosso hotel, o mais tabajara que possa passar pela sua cabeça. Mas, já que estávamos lá, que aproveitássemos.
Viajar a trabalho, com muita responsabilidade nas costas é cansativo, provoca dores no pescoço, tensão. Mas, não adianta: viajar é sempre mágico. Mesmo que não seja para o melhor lugar, com a melhor companhia.
Passaram por nós vacas, bodes, galinhas, cahorros, lagartos típicos de documentários do "National Geographic" e muita gente que a gente, aqui no mundico, nem sabe que existe. Seu Inácio, Dona Socorro, a filha Cláudia... Famílias que tiram do solo árido a sobrevivência, pessoas que lhe oferecem um sorriso, sem nem saber quem você é. Outro mundo. Dentro do nosso Brasil.
Minha impressão era de que tínhamos tirado férias da loucura da cidade grande. Férias? Como assim férias, trabalhando 12 horas por dia? Sei lá, a sensação era de exaustão, mas também de férias do barulho, da falta de educação dos habitantes do mundico, das manchetes violentas dos jornais...
É claro que a saudade das coisas boas batia apertada. E, como o telefone já chegou por lá (sacanagem!), por que não fazer o uso do bichinho pra acabar com o aperto no coração e falar, por horas, com quem se gosta? Aprendi também palavras oriundas de um dialeto paraibano muito particular. A de que me lembro agora é "arrodeia". Para chegar em qualquer lugar na Paraíba, você tem que "arrodear".
Vamos agora a algumas dicas sobre o interior paraibano:
1 - As moscas do mundo todo moram lá. Por isso, vá pronto para comer bode (eka!) com as companheiras sobrevoando o prato.
2 - Pra quem não gosta de bode, não sobram muitas opções. Come-se muito mal. E sempre com mosca.
3 - Não se hospede nunca num hotel chamado Serrano, em Campina Grande. O site é uma maravilha, mas pessoalmente... "Ixemaria!"
4 - Conheça "Cabaceiras" e o "Lajedo do Pai Mateus". É loooonge, mas vale a pena.
5 - "Arrodeie" sempre! Você chega lá.
6 - Se estiver a trabalho, sob condições anormais de temperatura e pressão, cante mantras pela manhã, que o dia corre mais fácil.
Quando você menos espera, está na hora de voltar pra casa. E é aí que percebe como quer chegar rápido ao conforto do lar e cair nos braços de quem te ama!
Viajar a trabalho, com muita responsabilidade nas costas é cansativo, provoca dores no pescoço, tensão. Mas, não adianta: viajar é sempre mágico. Mesmo que não seja para o melhor lugar, com a melhor companhia.
Passaram por nós vacas, bodes, galinhas, cahorros, lagartos típicos de documentários do "National Geographic" e muita gente que a gente, aqui no mundico, nem sabe que existe. Seu Inácio, Dona Socorro, a filha Cláudia... Famílias que tiram do solo árido a sobrevivência, pessoas que lhe oferecem um sorriso, sem nem saber quem você é. Outro mundo. Dentro do nosso Brasil.
Minha impressão era de que tínhamos tirado férias da loucura da cidade grande. Férias? Como assim férias, trabalhando 12 horas por dia? Sei lá, a sensação era de exaustão, mas também de férias do barulho, da falta de educação dos habitantes do mundico, das manchetes violentas dos jornais...
É claro que a saudade das coisas boas batia apertada. E, como o telefone já chegou por lá (sacanagem!), por que não fazer o uso do bichinho pra acabar com o aperto no coração e falar, por horas, com quem se gosta? Aprendi também palavras oriundas de um dialeto paraibano muito particular. A de que me lembro agora é "arrodeia". Para chegar em qualquer lugar na Paraíba, você tem que "arrodear".
Vamos agora a algumas dicas sobre o interior paraibano:
1 - As moscas do mundo todo moram lá. Por isso, vá pronto para comer bode (eka!) com as companheiras sobrevoando o prato.
2 - Pra quem não gosta de bode, não sobram muitas opções. Come-se muito mal. E sempre com mosca.
3 - Não se hospede nunca num hotel chamado Serrano, em Campina Grande. O site é uma maravilha, mas pessoalmente... "Ixemaria!"
4 - Conheça "Cabaceiras" e o "Lajedo do Pai Mateus". É loooonge, mas vale a pena.
5 - "Arrodeie" sempre! Você chega lá.
6 - Se estiver a trabalho, sob condições anormais de temperatura e pressão, cante mantras pela manhã, que o dia corre mais fácil.
Quando você menos espera, está na hora de voltar pra casa. E é aí que percebe como quer chegar rápido ao conforto do lar e cair nos braços de quem te ama!
segunda-feira, abril 17, 2006
Caatinga
Em breve, notícias sobre a caatinga paraibana. Inspiração? Agora? A blogueira que vos fala está exausta. Mas, voltará a teclar em poucos dias. Até!
Assinar:
Postagens (Atom)
