sexta-feira, fevereiro 17, 2006

13 de Fevereiro

Era segunda-feira, 13 de fevereiro.

Depois da aula de teatro, ela passou no aniversário de uma pessoa muito especial, para deixar um beijo e uma lembrança.

A rua de Botafogo estava vazia, já passava das 22h. Parou o carro em frente ao cinema de arte e caminhou em direção ao bar. Subiu as escadas e lá estava ele. Camisa azul marinho, calça jeans e um copo de cerveja na mão, é claro.

O desejo de feliz aniversário, a entrega do presente - o amuleto renovado - o papo breve. Era uma experiência inusitada, de resultado imprevisível. Há muito, ela não via aquelas pessoas, não conversava com alguém da família, não vivia aquele tipo de situação. Tudo bem, tudo em ordem, tudo ótimo, na verdade. E a confirmação disso veio logo, logo...

O bolo do Botafofo na mesa, os chapéus do mesmo time sobre os guardanapos, como numa festa de criança. E o aniversariante parecendo muito feliz, cercado dos melhores amigos e das pessoas por quem tem mais carinho.

"Parabéns pra você, nessa data querida..." Nessa hora, seus olhos viraram uma lente de cinema e tudo era como um filme. Ela mais afastada da mesa, fazendo o foco. E, de repente, como se filmasse mesmo tudo aquilo, fez-se a seguinte narração: "Que bacana. Estar aqui diante de tudo isso, com a cabeça em ordem e o coração também. Que bom que não sou mais parte integrante desse grupo. Que bom que não estou mais na condição de primeira dama, que bom que tenho a certeza de que fizemos a coisa certa, na hora certa e - ainda - que bom que estamos mais felizes agora: ele lá, eu cá e com muito carinho um pelo outro. E que bom que isso me basta."

Caros, a confirmação pode tardar, mas ela chega. E, se não contraria suas suspeitas, a sensação é quase a de um orgasmo.

É, deve estar tendo festa em Marte hoje...

2 comentários:

Marco Santos disse...

Nada como um dia após o outro, né Isa, a Bela? Às vezes eu acho que o cara que escreve o roteiro de nossas vidas tem um inusitado senso de humor...

re_bonora disse...

Belzinha,
Existem diferentes formas de amar. É muito bom quando descobrimos cada uma delas e amamos...sem culpa.
Ver você hoje, mais "centrada", mais "calma" e, principalmente, mais feliz, me deixa muito, muito contente.
Beijos mil