domingo, dezembro 26, 2010

Boas escolhas em 2011!

Pra quem ainda não sabe, estou de férias até 2 de janeiro, e com uma saudade louca de escrever por aqui! Como não sei se vou ter tempo de fazer um post de Ano Novo - como sempre faço - resolvi deixar de presente pra vocês um trecho inspirador de "Mar sem fim", livro do Amyr Klink. Essas sábias palavras têm muito a ver com a minha forma de ver a vida.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Meu desejo sincero para o ano que se aproxima é que, entre as nossas boas escolhas, esteja "viajar" em seu mais amplo sentido.

Feliz Ano Novo!

quarta-feira, outubro 13, 2010

Terapia de grupo


Ontem fiz uma confusão danada e acabei indo ao consultório da minha terapeuta, sem ter hora marcada. Não era o meu dia, eu troquei tudo, ou seja, mais uma "isabellice" daquelas, história pra contar pros filhos e netos. Acabei tendo que enrolar um pouquinho por lá e, como qualquer mortal que tem internet no telefone, comecei a pesquisar, ler e aí já sabe: me bateu aquela vontade louca de escrever. Terminei o texto, olhei pra ele, ele pra mim e resolvi transformá-lo numa terapia de grupo. Por que não dividir meus devaneios com vocês, ora pois?! Cá estão eles:

XXX

Se as pessoas tivessem consciência de que tudo é passageiro na vida, seriam mais felizes. A começar pela própria vida. Ela passa. Já diz o sábio ditado que a única certeza que temos é de que um dia partiremos dessa para o fim. Ou para o começo de um novo ciclo, mas isso depende da crença de cada um e não vem ao caso entrar nesse assunto agora.

Voltando aos pensamentos em voz alta dos meus botões serelepes, vamos a um simples exemplo: o trabalho, que pode ser um grande prazer ou, em alguns muitos casos, o ganha-pão de cada dia e só, somente só. Sinto avisar aos navegantes mais românticos que ele também é efêmero. É claro que o "efêmero" aqui pode durar um, dois, dez, vinte anos. Ou até mesmo uma vida inteira. Mas o que é fascinante nisso é que ele muda e assume novos papéis dentro da gente. Muda a nossa forma de olhar pra ele, de interpretá-lo, de pesá-lo. A cada labuta nossa, acumulamos mais experiência, menos expectativa, tombos do cavalo, lindos laços de amizade (sim, sou daquelas pessoas que acreditam na formação de uma bela amizade no trabalho), decepções complicadas de digerir, enfim, um conjunto de coisas que trazem amadurecimento e mostram, aos poucos, pra onde queremos ou não ir e com que tipo de gente queremos ou não nos relacionar nesse meio.

Saber que um dia nós não mais ocuparemos o lugar em que estamos hoje e esse lugar, por sua vez, não ocupará mais a vaga que ele tem dentro de nós, é primordial. Sempre acreditei que nascemos com vários interesses, dons e talentos. E que vamos nos dando oportunidades de descobri-los ao longo da vida. Portanto, não estranhem se um dia eu resolver ser professora de yoga no Nepal, apesar de amar muito o que faço hoje. Somos seres mutantes e é aí que mora a graça da vida. Não falo aqui de uma mudança necessariamente física, falo da mais importante: daquela que nasce e ocorre dentro da gente. Seja na vida pessoal, no trabalho, com os filhos ou amigos. E a mudança boa, com selo de qualidade vem acompanhada de flexibilidade, algo que noto - muito assustada - estar cada vez mais escasso, principalmente nos mais jovens. Gente que deveria estar mais entregue ao risco, às asas de suas imaginações, à criatividade.

O que me emociona, de fato, é a mudança provocada pelas nossas escolhas, a mudança que vem de decisões, que só vamos ter realmente certeza de que foi o momento certo de tomá-las, pagando pra ver. O que deixa meus olhos brilhando é a mudança que nos faz trazer pra perto quem nos faz bem e levar pra longe quem nos faz mal. A mudança que nos faz enxergar sem ter que recorrer a lentes de contato, que faz a gente ter, do nada, vontade de abraçar o mundo, mesmo sabendo que isso é impossível e prejudicial à saúde. Refiro-me à mudança que prova o tamanho da generosidade que temos conosco e com o outro, que tem o poder da aceitação de certos acontecimentos que nos pegam desprevenidos. Quero sempre dar boas-vindas à essa mudança saudável, inocente, sincera, que muitas vezes reflete em esferas inimagináveis do nosso ser.

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E não é que confundir o horário da terapia me rendeu uma boa sessão aqui, com vocês?! Que venham mais trapalhadas!

Essa é a trilha que sugiro para hoje, essa e todas as do PomplamooseMusic: clique aqui!

domingo, setembro 05, 2010

B1 - Tenório em Pequim


Passei aqui rapidamente para dar uma dica: não deixem de assistir "B1 - Tenório em Pequim", sobre a trajetória do judoca cego Antônio Tenório, 4 vezes ouro em Paraolimpíadas. Tive o prazer de conhecer o atleta e presenciar sua vitória em Pequim - 2008. O filme é lindo e emocionante. Até pra quem não tem nenhuma intimidade com o judô. A direção é de Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura. Montado pelo maridão Paulo de Barros e com produção executiva do meu primo quase irmão, Gustavo Gama Rodrigues. Vale a pena.

Vejam o trailer em: www.b1ofilme.com.br

terça-feira, agosto 03, 2010

Humor Vermelho 2


Alô, pessoal! Convido vocês para o lançamento do livro "Humor Vermelho 2", que vai rolar dia 4 de agosto, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. Infelizmente, eu não pude participar nem como autora, nem como coordenadora como fiz no 1, mas fico muito contente pelo fato da Editora Usina de Letras ter levado o projeto adiante. "Humor Vermelho 2" é a continuação de uma brincadeira entre amigos que deu certo. Uma coletânea de contos e crônicas de humor que, tenho certeza, vai deixar o seu dia mais leve e feliz. Passem lá! Os autores agradecem.

sexta-feira, julho 30, 2010

Eu no Jô

Fiquei muito emocionada de ter sido convidada para participar do Programa do Jô. O papo foi muito bacana. Agradeço o carinho dele e o de toda a equipe. Pra quem não conseguiu ver na tv, aqui está a entrevista na íntegra! Espero que gostem!!

segunda-feira, junho 21, 2010

Dachau


A pessoa tira férias, escolhe como um dos destinos a Alemanha e, antes mesmo de chegar, já está decidida a visitar um campo de concentração. Aí, você vai dizer: "A moça é maluca, tadinha, só pode... De férias, numa programação tão baixo astral". Bom, o fato é que nunca passou pela minha cabeça ir à Alemanha e não conhecer parte dessa história de difícil digestão e ainda viva na lembrança de milhares de pessoas que sofreram nas mãos dos nazistas. Era o passado de uma nação e eu precisava conhecê-lo. Seis milhões de judeus foram mortos durante a Segunda Guerra e eu, sempre muito curiosa e inconformada com o fato de que o ser humano pode sim chegar ao extremo da crueldade, inseri em meu roteiro o Campo de Concentração de Dachau.

Dachau foi o primeiro campo de concentração da Alemanha, construido em 1933, num espaço onde funcionava uma fábrica de pólvora. Fica a 20 km de Munique, cidade onde viveu Adolph Hitler, um simples pintor de cartões postais, que se transformou na maior aberração que o mundo já conheceu. Inicialmente, Dachau foi uma prisão e só depois virou campo de extermínio. 43 mil pessoas morreram por lá. Algumas doentes, outras de frio, fome e muitas executadas, entre elas judeus, gays, religiosos e comunistas.

A visita, quer dizer, visita não. Visita me soa como algo positivo, como quem vai visitar um amigo, um familiar, jogar conversa fora. Prefiro chamar de "experiência". Fria, silenciosa e angustiante. Quando fazemos a escolha de conhecer Dachau, percorremos o mesmo trajeto que os prisioneiros faziam. Passamos por um dormitório construído nos anos 60, uma reprodução dos inúmeros quartos que havia por lá e que, com capacidade para duzentas pessoas, chegaram a abrigar duas mil. Vamos até a câmara de gás, construída para que os prisioneiros achassem que iam tomar banho quando, na verdade, seriam assassinados pouco depois. Crematórios, objetos de tortura, salas de testes médicos também fazem parte da "experiêrncia".

No fim da caminhada pela parte externa do campo há uma estátua em bronze feita por um dos sobreviventes de Dachau (você pode ver apenas a parte de cima nesta foto - retirada da internet, já que eu não consegui fotografar nada por lá...). É a representação de um prisioneiro, com três características marcantes: está bem vestido, com as mãos no bolso e de cabeça erguida. Três coisas que jamais existiram durante aqueles 12 anos de barbárie e sofrimento.

Essa foi uma das "experiências" mais fortes e tocantes da minha vida. E continuo inconformada com o nível de crueldade a que o ser humano pode chegar.

OBS: Faz um ano que estive em Dachau e, assim que cheguei de lá, sentei inúmeras vezes para escrever sobre a minha "experiência". Não havia conseguido até aqui.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

É Carnaval!

Não adianta... A cada Carnaval que passa eu juro pra mim mesma que pelo menos num bloquinho eu vou. E sempre acabo nas salas de cinema da cidade (que neste Carnaval lotaram!!), fazendo maratonas e maratonas de filmes. Eu gostcho!! Mas temos uma integrante na família que é foliã de verdade! Olha a cara de animação...






quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Vale a pena

Bons links para os raros momentos de nada pra fazer (tem tradução em português!!):



Bom senso

Acho muito oportuno falar de bom senso no primeiro post do ano. Eu tenho. De sobra. Tem gente que vai torcer o nariz ao ler isso e vai dizer: "Querida, você tem bom senso segundo você mesma. Todo mundo se julga dotado de muito bom senso. Quanta petulância!" Ok, mas eu tenho bom senso. O que me faz sofrer muitas vezes porque a maioria das pessoas não têm (segundo eu mesma). Desde o cara que liga o pisca alerta em pleno Aterro do Flamengo e para o carro na via expressa para fazer xixi no canteiro, passando pelas pessoas que tecem teorias profundas sobre o que aconteceu na vida do outro sem saber da missa a metade, até o colega de trabalho que diz: "Vamos passar por cima dele sim, qual é o problema?" O problema é que o bom senso para ser um bom senso legítimo precisa vir acompanhado de senso de justiça, honestidade, caráter, lucidez. 









Desculpa o espaço tão grande, é que estava procurando por eles. Ufa! Achei. A gente acha sim, em poucos mas acha. E é isso que me faz seguir em frente. Às vezes dá um desânimo profundo e a vontade é de tirar férias de 365 dias na terra do Shrek. Mas é preciso aprender a lidar com isso. E uma vez tomada a lição, a gente tira 10 quase sempre.